Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 21/07/2021
A obra cinematográfica “Desafiando Gigantes” retrata a vida de um técnico de futebol americano que ajuda David, um aluno pobre, a vencer uma série de campeonatos estaduais e a conquistar uma carreira profissional. Com essa abordagem, o filme revela a importância da prática esportiva como alternativa de ascensão social na vida dos jovens. Hodiernamente, diferente da ficção, as atividades desportivas, como instrumento de modificação social, são negligenciadas no Brasil, o que provoca o atraso populacional e a má qualidade de vida. Dessa forma, pela irresponsabilidade governamental, além da segregação social, essas consequências se atenuam na sociedade brasileira.
Com efeito, a negligência do Estado, no que tange à importância dos exercícios desportivos, é um dos fatores que fazem com que essa prática não se efetue. Nessa prerrogativa, a ausência de projetos sociais que visem a valorização esportiva contribui a precariedade desse setor e atraso populacional. Dessa maneira, muitos jovens deixam de experimentar dos efeitos benéficos proporcionados pelo esporte, tornando a predisposição ao crime uma opção para suprir essa ausência, o que promove a violência e a marginalização. No entanto, apesar de a Constituição Federal de 1988 assegurar como dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um, essa lei não vigora, visto que não há investimentos estatais nessa área.
Nota-se, outrossim, que a diferença socioeconômica é um fator influente para constância desse dilema. Nesse aspecto a desigualdade social relativiza a importância das atividades desportivas e diminui o índice de jovens nessas modalidades. Por conseguinte, a população menos favorecida se sente desestimulada, pelo fato de não possuir um valor monetário para manter os torneios e equipamentos necessários ao desenvolvimento do Esporte. Desse modo, o distanciamento desse grupo, mediante aos exercícios físicos, além da vulnerabilidade social, só tende a crescer. Isso posto, a segregação social, relacionada às atividades desportivas, concorda com o filósofo Nélson Mandela, quando afirma que sem esporte democrático é impossível mudar o mundo.
Portanto, vistos os fatos que contribuem para precariedade do setor esportivo, é mister uma ação governamental e social. Logo, o Ministério da Educação deve criar projetos que incentivem a prática desportiva, por meio da promoção de campeonatos escolares, esses devem disponibilizar de equipamentos necessário para realização de tarefas como vôlei, futebol e natação, com o objetivo de gerar o desenvolvimento populacional e o apresso pelo esporte. Ademais, cabe ao Ministério da Economia investir verbas voltadas aos atletas de comunidades carentes, com o intuito de democratizar o desporto. Destarte, assim como David, muitos jovens terão suas vidas transformadas pelo esporte.