Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 26/08/2021

Em várias civilizações antigas, uma prática esportiva é cometida sobre os mais variados conceitos. Os Incas, por exemplo, viam o esporte como um ato de adoração divina. Já os Grego, por sua vez, como uma celebração das estações do ano. No Brasil, o esporte é tido como ferramenta de inclução social, todavia o cenário atual do país, torna-se totalmente distópico daquele retratado nas civilizações antigas, uma vez que o fator financeiro somado a negligência do estado, colaboram para percentuar a ilusória cidadania de esporte. Nesse sentido vale analisar os fatores que contribuem para esse problema.

Em primeira análise é possível perceber uma condição financeira como um agente de exclusão social. Isto se nota, tanto em espaços como clubes esportivos, quanto em atividades das quais somente o dinheiro permite o acesso, como a esgrima, a canoagem e o polo. Além disso, a oportunidade de fazer esporte um meio de vida no Brasil, entra em contradição e relação a arquitetura “monoesportita” que prioriza o futebol em detrimento de outros esportes, assim como o fator financeiro que alguns atletas de baixa renda enfrentam para se sustentar e competir nacional e intenacionalmente.

Em segunda análise, vale destacar que segundo dados de 2004 da Unesco9 Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), é possível afirmar que onde existem programas de apoio ao esporte para crianças e adolescentes, há uma queda anual de 30% nos índices de criminalidade. Nesse aspecto, o Estado, torna-se o principal impulsionador do problema. Isso porque, na maioria das comunidades periféricas, o governo não e atuante, de modo que são poucos os projetos sociais que lidam com o retrocesso do crime por meio de vias esportivas, como é o caso da ONG, Projeto Esporte para Todos, que só no Rio de Janeiro atende 2 mil pessoas todos os anos, levando aulas de ginastica artística e boxer. Com base nisso, fica evidente de um Estado mais ativo nas causas que competem na constituição do país.

Aprende-se que, portanto, que no Brasil, a falta de inclusão administrativa e social no esporte é um problema a ser combatido. Para tanto, o Ministério da Cultura, juntaente de ONGS ligadas ao esporte, como o Projeto Esporte para Todos, devem atuar por meio de políticas sociais que levem a educação esportiva para escolas públicas e comunidades carentes. Além disso, incentivar outras atividades lúdicas, como natação, vôlei e jiu-jitsu, por intermédio da contratação de professores que atuem tanto em especificações de ensino público, quanto em comunidades carentes, diminuir drasticamente os índices de criminalidade, assim como nos dados da Unesco. Dessa forma, uma cidadania esportiva, torna-se um campo mais participativo e democrático.