Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 02/09/2021

De acordo com a Contituição de 1988, “é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um”. Mesmo assim, pode-se observar que não é isso que ocorre na realidade. O acesso ao esporte é precário no Brasil, sobretudo aos mais pobres e as pessoas com algum tipo de deficiência, seja mental ou física.

Em cidades e bairros mais nobres, é comum de se ver academias públicas e quadras de esporte, em contraste com cidades e bairros mais pobres, onde quase nunca têm isso e, quando têm, são malcuidadas, apresentando riscos a segurança de quem usa. Além disso, nas áreas mais pobres não existem instrutores para instruírem a população qual a maneira correta de se exercitar, o que pode fazer com que as pessoas se lesionem.

Mais prejudicados que os pobres, são os deficientes. Comumente vistos como incapazes, existem poucas organizações dispostas a dar a eles a oportunidade de se exercitarem e praticarem esportes, pois isso é mais difícil graças aos problemas mentais e/ou físicos que eles possuem. Muitas vezes a exclusão social faz com que eles tenham doenças como depressão e ansiedade, e o esporte poderia ser uma porta para se livrarem disso.

É notório que é necessário um maior incentivo e uma maior estrutura em relação ao esporte, tanto para a população mais economicamente desfavorecida, tanto para os portadores de deficiência. É necessário uma maior atuação de ONGs voltadas a ajudar esses dois grupos citados. Também é necessária uma maior atuação do Governo, que deveria construir mais quadras e academias populares, além de dar um maior incentivo a competições como os Jogos Paralímpicos, que não têm tanto público quanto outras competições.