Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 27/08/2021
Segundo a constituição de 1988, artigo 217 é dever do Estado fomentar práticas esportivas formais e não formais, garantindo a cidadania através do esporte. Porém, não é isso que podemos observar na realidade, ainda há um acesso precário nas diferentes modalidades e condições desiguais por conta da desigualdade social.
No início do século XIX, quando o futebol estava começando no Brasil, ele era um esporte nobre, praticado apenas pela fina flor da sociedade e por ingleses e seus descendentes. Os clubes eram proibidos de inscrever pessoas pobres em seus elencos, e principalmente, eram proibidos de escrever pessoas negras. Então, para conseguir jogar, alguns jogadores esticavam o cabelo com ferro quente e passavam pó-de-arroz na cara para que eles ficassem com a pele mais clara.
O clube Vasco da Gama foi proibido de jogar no campeonato carioca por “ter um estádio com capacidade insuficiente”, porém, era obvio que o motivo era de que no time possuía jogadores negros. Então, em uma campanha o Vasco conseguiu arrecadar dinheiro suficiente e construir o maior estádio País, São Januário, em 1927, inaugurado com uma partida do Vasco contra o Santos, que acabou não acabou muito bem para o Vasco, 5 a 3 para o Santos, porém, esse dia marcava mais uma vitória aos negros e ao esporte como um todo.
Hoje em dia o esporte já é bem mais inclusivo, porém ainda assim sofre de racismo e condições desiguais, o futebol por exemplo, é bastante praticado por crianças ao redor do país, e principalmente nas favelas, que moram pessoas que não tem condições muito boas, por isso, perdem oportunidades, por conta de não terem chuteiras, equipamentos, as vezes nem bola de futebol, então eles perdem a chance de talvez um dia se tornarem profissionais. É logico que existe uma chance, mas é bem mais improvável do que alguém que nasce com uma condição de vida boa e entra para uma escolinha de futebol e etc.