Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 27/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem-estar social. De maneira análoga a isso, o esporte como maneira interventora para a quebra de padrões sociais. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a desigualdade e a inclusão social.

Em primeiro, podemos destacar a desigualdade. Desse modo, segundo relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), os dados mostram que disparidades em fatores sociais como gênero, classe social, etnia, nível de escolaridade e faixa etária são preponderantes na divisão entre praticantes e não praticantes das AFEs. Os homens tem 28% mais chances de praticar esportes do que as mulheres. Pessoas com mais de cinco salários mínimos praticam o dobro de esportes e atividades físicas que pessoas com renda de até meio salário mínimo. Brancos praticam 12% mais AFEs que os negros. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de uma melhor distribuição de renda e gênero nos esportes como todo.

Além disso, é notório a necessidade de inclusão social através do esporte como forma de lidar com os parâmetros sociais. Consoante a isso, segundo a perspectiva do economista britânico Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido”. Sendo assim, a forma mais eficaz para inclusão e cessão da desigualdade é o investimento na educação, que consequentemente abrirá novas oportunidades ao mundo esportivo.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter o esporte como ferramenta de inclusão social. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação, fazer maiores investimentos, por meio de publicidades, propagandas, e criação de leis, a fim de que facilitem a inclusão do esporte na educação e consequentemente permitir a inclusão social por meio deste. Sendo assim, permissível a aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.