Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 26/08/2021

No ano de 1894, o brasileiro Charles Miller trouxe para o país uma bola de futebol e o conjunto de regras da Inglaterra. Nesse contexto, a prática deste esporte era restrita à elite, uma vez que as camadas pobres da população e os negros podiam apenas assistir as partidas. Distinto daquela época, o esporte no Brasil hoje é ilimitado, ou seja, qualquer cidadão tem direito de exercê-lo. Entretanto, ainda existem muitos estereótipos, bem como falta de infraestrutura.

Em primeiro plano, é importante lembrar que o acesso precário atinge principalmente pessoas que possuem mobilidade reduzida, que acabam não recebendo condições de lazer e crescimento não só pela deficiência, mas também por não terem acesso a lugares com boa estrutura para praticar o esporte, o que evidência descaso e retirada do direito à cidadania dessas pessoas.

Um dos pontos mais levantados sobre é a questão do esporte nas escolas. Segundo aos dados divulgado pelo Inep, apenas 26,8% das escolas fundamentais públicas possuem quadra de esportes, algo um tanto quanto alarmante. Desse modo, deve-se haver um maior enfoque do Estado nessa área que, por consequência, também faz parte do desenvolvimento interdisciplinar e físico desses alunos.

Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para mitigar esse problema. Para isso, é imprescindível que o Ministério dos Esportes crie projetos que visem democratizar o acesso ao esporte no país, e é dever do Ministério da Educação (MEC) tornar obrigatório aulas de educação física, para que os alunos saibam se relacionar em conjunto. Além disso, o Governo Federal deve investir em equipamentos nas escolas, assim como na criação de academias gratuitas para a sociedade praticar e aprender diversas modalidades. Dessa forma, o Brasil poderá ser mais abrangente e inclusivo no esporte.