Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 02/09/2021
Em várias civilizações antigas, a prática esportiva foi influenciada pelos mais diversos conceitos. Por exemplo, os Incas viam o movimento como um ato sagrado de adoração. Os gregos, por sua vez, comemoram as estações do ano. No Brasil, o esporte é visto como uma ferramenta de inclusão social, mas a situação atual do país é completamente oposta à situação retratada nas civilizações antigas, pois os fatores financeiros aumentaram o descaso do país e confirmaram a ilusória cidadania-esporte. Acima dito, vale a pena analisar os fatores que causam esse problema.
Numa primeira análise, a situação financeira pode ser vista como uma proxy da exclusão social. Isso pode ser visto em espaços como clubes esportivos e atividades onde só dinheiro é acessível, como esgrima, canoagem e pólo. Além disso, a oportunidade de fazer do esporte um modo de vida no Brasil contradiz a estrutura do “esportismo único” que prioriza o futebol em relação a outros esportes e os fatores financeiros que alguns atletas de baixa renda enfrentam para se manter e competir nacional e internacionalmente.
Na segunda análise, vale destacar que segundo dados de 2004 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), pode-se apontar que onde existem programas de apoio ao esporte infanto-juvenil, há um 30% redução a cada ano. Taxa de criminalidade. Nesse sentido, o estado se tornou o principal motor do problema. Isso porque na maioria das comunidades periféricas o governo não atua, poucos projetos sociais usam o esporte para resolver o problema do retrocesso do crime. Por exemplo, só na ONG do Rio de Janeiro, Projeto Esporte para Todos, atende 2.000 pessoas por ano. cursos de ginástica e boxe. Com base nisso, fica claro que um país mais ativo é necessário para participar da causa da disputa pela constituição nacional.
Portanto, no Brasil, a falta de inclusão administrativa e social no esporte parece ser um problema que precisa ser resolvido. Para tanto, organizações não governamentais ligadas ao esporte, como o Ministério da Cultura e do Esporte para Todos, devem atuar por meio de políticas sociais para inserir a educação física nas escolas públicas e comunidades carentes. Além disso, ao contratar professores que trabalham em escolas públicas e comunidades carentes para incentivar outras atividades recreativas, como natação, vôlei e jiu-jitsu, o índice de criminalidade será bastante reduzido, como os dados da UNESCO. Dessa forma, a cidadania esportiva se tornará um campo mais participativo e democrático.