Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 27/08/2021
Recentemente passamos pelo maior evento esportivo do mundo, as olimpíadas, que se encerrou no dia oito de agosto. Durante todo decorrer do evento tivemos a oportunidade de torcer por nosso país nas modalidades em que participava. Ao olharmos para as redes sociais vimos um sentimento de união na torcida por cada representante da nossa nação. Desfrutamos do gozo de subir ao pódio e da amargurada derrota.
No meio de todo esse fervor de emoções, eu pude notar a grande inflûencia que foi gerada no público. De acordo com o portal do UOL, após a conquista da melha de prata conquistada por Rayssa Leal e Kelvin Hoefler no skate, a empresa Netshoes relatou aumento de 79,9% nas vendas de equipamentos de skate.
Poderiamos ser uma nação muito mais vitoriosa no âmbito esportivo, no entanto temos um país que não investe no esporte como deveria. As praticas esportivas vão além realizar a atividade por bem físico (que é de grande importância, pois impede doenças, como a obesidade morbida), mas para muitos o esporte é a solução na vida de muitas pessoas. Por exemplo, o Instituto Reação, do judoca Flávio Canto, que disponibiliza aulas de judô para crianças e adolescentes em cinco comunidades. A judoca medalhista de ouro Rafaela Silva é um fruto desse projeto.
A luta de um competidor começa muito antes da sua competição, primeiro ele tem que lutar contra a falta de investimento, falta de material para realizar o seu esporte, falta de local para treino, a humilhação e abuso que muitos passam para conseguir treinar, conseguir os seus equipamentos e outras tantas dificuldades que os praticantes de esporte passam. Uma criança de comunidade que vê a luta de um esportista e os poucos resultados, quando olha para a vida de regalias que o tráfico oferece, concerteza ela vai para o tráfico, afinal, ela precisa de um sustento. Um caminho que parece fácil, mas que no final, custa caro.