Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 31/08/2021

Em primeiro plano, é importante relembrar que os canais instáveis atingem principalmente as pessoas com mobilidade reduzida, que acabam por não conseguir obter as condições de lazer e crescimento, não só pela deficiência, mas também porque não têm acesso a infraestruturas bem equipadas, a prática desse esporte é uma evidência do desconhecimento e da retirada da cidadania dessas pessoas.

De acordo com o artigo da Constituição de 1988, o estado tem a responsabilidade de promover as atividades esportivas formais e informais e de proteger a cidadania por meio do esporte. Porém, não é o que se observa na realidade atual, devido à desigualdade social, as pessoas ainda não conseguem praticar esportes diferentes e pelas condições desiguais.

Segundo o autor Darcy Ribeiro, “o Brasil foi o último país a abolir a escravidão” e seu legado negativo permitiu que a classe dominante gozasse de mais direitos, exacerbando a desigualdade. Com essa afirmação, fica claro que a cidadania ainda é restrita, pois na sociedade atual os mais pobres não podem garantir oportunidades de lazer e, quando o fazem, muitas vezes as escolas não têm espaço para estrutura e ajuda profissional.

Além disso é um assunto muito sério, porque essas crianças e jovens não podem formar a cidadania pelo esporte. Com base nas informações acima, fica claro que maiores incentivos e estruturas são necessários para dar às pessoas a oportunidade de praticar esportes para garantir a cidadania.

Contudo, o Ministério da Educação investe na construção de quadras nas escolas voltadas para a prática esportiva, para difundir o lazer entre os cidadãos. É importante também que as organizações não governamentais promovam a prática esportiva para ampliar a participação do cidadão, só assim será possível resguardar esse direito na Constituição Federal.