Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 02/09/2021
Nos esportes, seja no futebol, judô, handebol, entre outros, as pessoas acabam encontrando grandes oportunidades que possibilitam elas de ter uma ascensão social. Gabriel Jesus, um jogador negro, e que viveu toda sua infância em uma periferia, viu essa oportunidade no futebol, e hoje joga em um time de grande expressão na Europa. Mas, infelizmente, isso não acontece com todos os jovens.
Muitas famílias, principalmente nessas periferias, não tem condições de pagar escolinhas para que suas crianças possam praticar esportes. Como consequência, essas crianças podem acabar entrando para o crime depois de adultas, até mesmo antes disso, e com isso podem ser presas, além da possibilidade de serem mortas.
Rafaela Silva, uma mulher negra que cresceu na comunidade Cidade de Deus, se tornou atleta de judô, e que no ano de 2016 veio a conquistar o tão desejado ouro olímpico, surgiu a partir de um projeto social. Como foi no caso de Rafaela, eles possibilitam que crianças e adolescentes possam ter uma opção de vida melhor, longe do crime. Segundo o Estadão, 56% das pessoas presas no Brasil são jovens (entre 18 e 29 anos), ou seja, são pessoas que se tivessem tido mais contato com esportes quando mais novas, seja com projetos sociais ou por alguma outra forma, poderiam ter trilhado um caminho diferente.
O incentivo à pratica de esportes pode mudar a vida de várias pessoas, e projetos sociais podem ser um meio de isso acontecer. E não só com projetos sociais, mas o simples fato de ter um local para a prática, já pode ser um grande incentivo. Dados do Inep do ano de 2009 mostram que apenas 26,8% das escolas públicas do país possuem quadras esportivas. Com isso, as prefeituras deveriam criar e incentivar a criação de projetos sociais esportivos, além de pensar na disponibilização de espaços para a prática, tanto em escolas quanto em locais públicos.