Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 31/08/2021
No mundo, o passado expõe marcas estruturadas na sociedade a respeito de desigualdade e preconceito e a importância social do esporte parte desse ponto. O esporte é algo que, de certa forma, nivela toda a população sob a mesma regra, e tal fato é significativo a partir do momento em que a lei, infelizmente, não se aplica a todos da mesma forma na sociedade em que vivemos, principalmente no Brasil. O esporte em essência, que está antes do “Business” comandado por organizações multimilionárias, conversa com o rico, pobre, branco, preto, indígena, afro-descendente, etc. Cabe a ele, portanto, reduzir parcialmente o preconceito enraizado no mundo contemporâneo. Posto isto, faz-se necessário maior incentivo à prática de esportes, independemente da esfera social abordada.
O esporte tem como função, além de romper barreiras na sociedade, motivar os jovens e aqueles que tem menos expectativa ou “chances” de alcançar sucesso na vida, desempenha, portanto, um papel contra a criminalidade e o desemprego. No filme “Coach Carter: Treino para a vida”, durante a clássica cena em que o personagem interpretado por Samuel L. Jackson se encontra sem apoio externo e diz: “Estou tentando discipliná-los para que possam ter melhores escolhas.”, o papel fundador e transformador do esporte na vida dos jovens se torna aparente. Prova disso é a crescente de filmes e documentários relacionados ao esporte e, principalmente, o relacionando com temas sociais em alta no dia-a-dia.
Menos de 40% dos brasileiros costumam praticar algum tipo de esporte ou atividade física, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015. Recorte feito com pessoas com 15 anos ou mais aponta que apenas 37,9% dos entrevistados não foram sedentários no ano anterior à pesquisa, entre setembro de 2014 e setembro de 2015. A porcentagem corresponde a 61,3 milhões dos 161,8 milhões com a idade da amostra.
Tal dado evidencia a carência e o descompromisso do Estado em incentivar a prática de esportes no país, apesar de sua devida importância. Interfere-se, portanto, a necessidade de um maior investimento nas áreas educacionais e apoio a instituições não governamentais que estimulam a prática de esportes. Assim, os governos estaduais, em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação e Esportes e Lazer, fiscalizados pela Secretaria Especial do Esporte, devem se comprometer em promover campanhas de eduação esportiva nas escolas e projetos sociais independentes em áreas periféricas. As ONG’s precisam de incentivo e principalmente orientação para popularizar cada vez mais esportes não muito práticados entre os jovens, como as modalidades recém adicionadas no quadro olímpico.