Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 27/08/2021

A formalização dos esportes no Brasil ganhou força por volta do século XIX, quando o país passou a tratar da Educação Física em suas leis e decretos. Nessa época, o esporte era inacessível para a maioria da população e só depois de um tempo começou a ser utilizado nas escolas. Atualmente, mesmo os esportes auxiliando na inclusão social, na saúde do corpo e até mesmo em gerar empregos, muitas pessoas ainda não possuem acesso devido a desigualdade social e ao descaso do governo em relação a esse tópico.

O esporte no Brasil ainda sofre muito com a desigualdade social, mesmo ajudando na inclusão social de pessoas de diferentes etnias, classes sociais, gêneros e deficiências físicas ou sensoriais. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep 2009) revelam que apenas 26,8% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadra de esporte. E nas 20.297 escolas privadas, esse percentual chega a 57,5%.

Além disso, a falta de apoio do governo em relação aos esportes gera desânimo nas pessoas que praticam para uma futura carreira profissional. Como foi o caso de Rayssa Leal, uma menina de 13 anos que participou dos Jogos Olímpicos de Tokio 2020 na modalidade de skate. A adolescente ganhou uma medalha de prata, e ao chegar em sua cidade natal, se recusou a tirar fotos com os políticos, pois afirma que eles não deram apoio a ela nessa trajetória.

Portanto, é perceptível a importância do incentivo a prática de esportes no Brasil. Cabe, então, ao governo investir na construção de campos e quadras em escolas públicas e adquirir os objetos necessários para a prática de cada modalidade. Podendo ainda, realizar eventos esportivos com premiação para incentivar as pessoas a praticarem esportes. Assim, contribuindo também para a inclusão social.