Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 30/08/2021

“Viver bem é mais importante do que viver”. Segundo Platão, a qualidade de vida é tão importante que transcende a própria existência. Portanto, vale ressaltar que uma das formas de garantir o bem-estar social é por meio do esporte. Porém, no Brasil, essa prática é dificultada por alguns fatores e, uma vez que aconteça, não há intenção de desenvolver uma boa interação grupal. Portanto, o poder público e a desigualdade social não aproximaram a realidade descrita por Platão da realidade vivida pelo povo brasileiro, mas ajudaram a tornar a realidade de Platão uma ficção.

Segundo dados do portal G1, cerca de 38% das cidades brasileiras não possuem áreas próprias para a prática de esportes. Sem essas áreas, as pessoas não só perderão a oportunidade de praticar esportes, mas também perderão a oportunidade de usufruir dos benefícios desses esportes, como o desenvolvimento como cidadãos. Logo, o Estado não garante direitos constitucionais, o que prejudica o desenvolvimento de seus moradores e, portanto, prejudica toda a nação.

Da mesma forma, de acordo com a revista “Veja”, cerca de 28% dos brasileiros não têm oportunidade de praticar esportes, além disso, 87% desses brasileiros vivem em cidades com altos níveis de desigualdade social. Portanto, residentes com boas condições econômicas frequentam clubes e áreas esportivas de alta qualidade, enquanto os residentes na mesma cidade têm condições econômicas precárias e vivem em um ambiente esportivo hostil e inadequado. Desta forma, é óbvio que a desigualdade impede muitos cidadãos de usufruir do bem-estar social.

Portanto, medidas devem ser tomadas para tornar o esporte um índice de qualidade de vida. É necessário que a administração permita que todas as cidades se beneficiem dos esportes, criando áreas públicas que possibilitem a prática de esportes coletivos. Esta medida será implementada com o apoio de empresas privadas, sendo que as empresas privadas aproveitarão da isenção de impostos através do apoio à construção destas áreas. Espera-se que, por meio desses campos, todo cidadão possa usufruir da cidadania e amenizar as desigualdades sociais. Desse modo, a realidade de Platão não será uma utopia.