Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 03/09/2021

Desde a Grécia antiga, o esporte como um todo tem desempenhado um papel de integração social, quando era um modo de interação entre diferentes nações. Em suma, no Brasil contemporâneo, existe potencial para usar o esporte como ferramenta de promoção da cidadania. Porém, embora a prática esportiva tenha o maior potencial para as mudanças necessárias, englobando as condições (preconceito, crime), o governo e o povo do país são negligentes nesse aspecto.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep 2009) revelam que apenas 26,8% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadra de esporte. Ou seja, das cerca de 132 mil escolas públicas da 1º ao 9º ano, apenas 35.440 locais de locais locais para prática esportiva. Nas 20.297 privadas, esse percentual chega a 57,5%. No ensino médio, a situação melhora bastante: 73,3% das escolas públicas e 79,2% das escolas privadas têm quadras de esportes.

Além das ações das várias esferas de governo, dezenas de ONGs, associações comunitárias e instituições filantrópicas desenvolvem projetos nas periferias das grandes cidades, utilizando o esporte como ferramenta para a integração comunitária e combate à violência, com o intuito de evitar que os jovens abandonem a escola e se envolvam com o crime. Essas ações juradas se intensificando em áreas de risco e sem opções de lazer, com apoio de parcerias privadas e públicas. A entidade Instituto do Esporte & Educação, por exemplo, criou núcleos esportivos socioeducativos em comunidades de 15 estados, para atendimento de crianças e adolescentes e formação de educadores.

Além disso, para facilitar a cidadania do brasileiro, o Ministério do Esporte trabalha com escolas para promover competências interescolares, incentivando assim o esporte.