Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 28/09/2021
No filme “Invictus”, é contada a história do recém-eleito presidente Nelson Mandela, que, ao liderar uma África do Sul que continua racial e economicamente dividida, acredita que pode unificar a nação através da linguagem universal do esporte. Assim, a história cresce com Mandela ao juntar forças com Francois Pienaar, capitão do time de rúgbi, promovendo a união dos sul-africanos em favor do time do país na Copa Mundial de Rúgbi de 1995. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada é diferente dos dias atuais, em que as dificuldades entre o esporte e a cidadania ainda se faz presente. Isso se dá, principalmente, pela inexistência desse assunto nas mídias televisivas e pela ausência de ações estatais para o combate ao problema.
A princípio, vale ressaltar que a falta de importância que esse caso tem para a sociedade é um dos fatores que causam o crescimento de tal temática. Nesse sentido, segundo o filósofo Confúcio, não corrigir as falhas feitas é o mesmo que cometer novos erros. Sob essa visão, é possível afirmar que se encontra uma falha no sistema brasileiro, por não inserir projetos sociais na sociedade, para que a população, em especial, o grupo mais afetado seja mais reconhecido pela comunidade, já que esse grupo ainda sofre com essa paridade, e ao não apresentar nas mídias que esse assunto é importante e tem que ser debatido.
Outrossim, é necessário apresentar que a ausência de ações vindas do Estado é um problema bastante relevante para tal tema. De acordo com o escritor Oscar Wilde, o Estado deve fazer o que é útil para o bem da sociedade. Em vista de tal citação, fica evidente que o Estado não cumpre com seu papel, visto que a carência de investimentos nessas áreas, como veículo de melhorias na sociedade faz com que esse fator cresça cada vez mais e estes impedimentos acabam por atravancar a tal estorvo, então, é necessário tomar as providências cabíveis.
Portanto, medidas devem ser tomadas para as melhorias no esporte e na cidadania no Brasil. Logo, é preciso que o Estado, em conjunto com o Ministério da Comunicação, insira, na sociedade, rodas de debates e campanhas publicitárias televisivas para a população através de projetos públicos, já que propagandas e palestras educativas podem mostrar as realidades vividas e conscientizar a população de que esse problema precisa ter mais importância. Desse modo, haverá uma melhoria no problema de modo coletivo e não apenas para uma parte da população.