Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 20/10/2021

Durante a Grécia Antiga, o esporte era uma transmissão cultural e possuía caráter sagrado. Entretanto, com o passar dos anos, essa prática sofreu alterações no significado. Dessa forma, na atualidade, esse mecanismo é um conjunto de atividades que demandam esforços. Contudo, o desporte não é um direito de todos, muitas vezes, pois existe um grande preconceito enraizado na sociedade, o que faz os indivíduos não deterem dos benefícios dessa experiência.

Em primeiro plano, o esporte não apresenta uma integridade quanto as pessoas que praticam, pelo fato de existir uma discriminação com indivíduos negros, deficientes e de baixa situação financeira. Em vista disso, os preconceituosos insultam, ofendem com xingamentos ou impedem a vítima de realizarem esse mecanismo que deveria ser universal. Conforme Virginia Woolf, escritora, de tudo o que existe, nada é mais estranho que as relações humanas e a irracionalidade delas. Desse modo, o mal cometido pelo preconceito faz o esporte não ser parte da cidadania de muitas pessoas.

Por consequência disso, essa prática não é adquirida por todos os cidadãos que desejam. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), cerca de 60% da população brasileira não executa nenhum tipo de esporte. Com isso, esses indivíduos não usufruem dos benefícios desse mecanismo, como: melhora na saúde, disposição, convívio social e oportunidades de carreira profissional. Assim, o preconceito gera intimidação, receio e desistência nas vítimas, fazendo elas não desfrutarem das vantagens que esse meio concede. Dessarte, essas pessoas não possuem acesso ao esporte que era executado na Antiguidade e nos dias atuais.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esses problemas. Logo, cabe à mídia televisiva a tarefa de realizar campanhas contra o preconceito existente no esporte, nos programas de horário nobre, para ter um maior alcance, por meio da participação de atletas famosos que possuem histórias semelhantes as das vítimas e profissionais do assunto, esses relatarão como essa discriminação pode atrapalhar a vida de muitos indivíduos e o modo que a população pode denunciar, à vista de que o julgamento cometido pela sociedade não iniba o desporte dos direitos das pessoas. Ademais, compete ao Ministério da Cidadania, órgão responsável pela área, o dever de realizar projetos com as minorias que não praticam nenhum tipo de esporte, por intermédio da contratação de educadores físicos que efetuarão aulas em quadras públicas pelo menos uma vez por semana, com o fito de que a realidade desses cidadãos possa ser alterada. Dessa maneira, espera-se que a visão da escritora Virginia Woolf seja modificada.