Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2021
A Constituição Federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu artigo 6° o direito ao lazer, como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa o Esporte e cidadania na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para essa priblemática.
Precipuamente, desde quando as crianças começam a estudar, os esportes são usados como atividades lúdicas que promovem a socialização, o respeito e a integração entre elas. Dessa forma, muitas ONG’s e escolas esportivas são criadas a fim de apresentar às pessoas o lado competitivo e lúdico que as atividades físicas promovem. Contudo, como dizia o escrito pré-modernista Monteiro Lobato: “No Brasil subtrai-se, somar, ninguém soma”.
Analogamente, as verbas destinadas ao esporte, infelizmente, não são somadas à realidade de muitos lugares. Ademais, é axiomático os benefícios que os esportes são capazes de trazer à saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), praticar exercícios físicos frequentemente, pelo menos duas vezes durante a semana melhora a capacidade cardiorrespiratória, previne doenças, aumenta a expectativa de vida e diminui as chances de um acidente cardiovascular. Assim, ele é responsável por melhorar a qualidade de vida.
Destarte, é indubitável que o papel do esporte na sociedade brasileira é demasiadamente importante. Logo, é de extrema relevância que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Cidadania difunda o acesso ao esporte gratuito. Isso deve ser realizado através da criação de mais projetos sociais que promovam o desenvolvimento humano, principalmente, em comunidades de baixa renda para que todos os cidadãos tenham direito ao benefício do esporte. Só assim, as atividades físicas deixarão de assumir um papel secundário no Brasil e serão somadas ao cotidiano.