Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2021

Na obra cinematográfica “Um Sonho Possível”, é retratada a história de um jovem carente que é acolhido por uma familia milionária, ingressando com o auxílio de sua tutora, no futebol americano e nos estudos, evidenciando o suporte que as atividades esportivas oferecem a um indivíduo. Consoante com a temática, no Brasil, enfrenta-se um obstáculo quanto a integração do esporte na vida do cidadão, tanto para uma parcela deficiente da população quanto pela falta de investimentos dos cofres públicos.

Inicialmente, convém lembrar que o paradesporte serve como mecanismo de ingressão no ambiente socioeducacional, além da melhora na qualidade de vida. Contudo, estudos realizados pelo Portal WebRun, em 2015, revelaram que a falta de investimentos pelo Governo Federal dificulta o bom desempenho dos participantes. Em 2020, por exemplo, cerca de 292,5 milhões foram destinados ao comitê olímpico e apenas 163,1 milhões ao paraolímpico, sendo que este possui mais prêmios e medalhas que aquele, além do destaque mundial.

Convém lembrar ainda que, a falta de infraestrutura na escolas brasileiras influencia no baixo desempenho esportivo do povo. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep2009), cerca de 26,7% das escolas públicas de ensino médio não possuem quadra esportiva, enquanto que, de acordo com a Escola Movimento e Esporte, 32% dos professores utilizam o próprio material para lecionar para os alunos, devido a precaridade de materiais.

Posto isso, para que o esporte e cidadania sejam contemplados no Brasil, faz-se necessária ações por parte do corpo social e político. Para isso, é preciso a união dos Ministério do Esporte e Educação com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência  para intensificar os investimentos em infraestrutura escolar, além da criação de “Auxílio Esporte” e “Bolsa Esportiva” para deficientes físicos e minorias. Já para o povo, cabe  a motivação e valorização do esporte como ofício, além da motivação dos familiares aos envolvidos na prática. Tudo isso, objetivando a melhoria do lazer e qualidade de vida, além da harmonização entre esporte e cidadania.