Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 23/10/2021
A Constituição Federal, documento jurídico mais importante do Brasil, prevê, em seu artigo 170, o direito à cidadania. Dessa forma, vê-se o esporte como um direito dos cidadãos, cuja prática traz inúmeros benefícios ao corpo, a mente e a sociedade. Entretanto, nem todos os indivíduos usufruem do acesso aos esportes. Isso se deve à falta de recursos destinados a esse meio e leva ao aumento da criminalidade.
Sob essa ótica, é lícito postular que o baixo investimento governamental nos esportes é um problema. Segundo o filósofo Friedrich Hegel, “O Estado deve proteger os seus filhos”. Porém, não é isso que acontece quando o assunto é investimento em atividade física. As comunidades carentes, em grande parte, não possuem maneiras de arcar com o custo dessas práticas, e, dessa forma, acabam não realizando-as. Nesse caso, o Estado deveria, através de programas sociais, garantir a elas o acesso pleno ao esportes, porém, o baixo investimento nesse âmbito faz com que seja impossível atingir todas as comunidades necessitadas.
Ademais, essa situação leva ao aumento da criminalidade no país. Segundo Ananda Rodrigues, coordenadora do Esporte e Cidadania, o objetivo do esporte não é transformar ninguém em atleta, mas sim dar cidadania e ensinar valores. Sendo assim, ao praticá-lo, a pessoa aprende sobre trabalho em equipe, obediência, deveres de um cidadão, entre outros. Dessa forma, o indivíduo que aprende esses valores estará mais distante da criminalidade, pois verá que ele tem oportunidade de se tornar um cidadão correto que agregue ao seu país, ao invés de um criminoso.
Portanto, o poder público, na figura do Ministério da Cidadania, deverá investir no esporte por meio de novos centros esportivos, principalmente em áreas de baixa renda e/ou com alta criminalidade. Esses centros deverão conter opções de esportes diferentes e serem gratuitos. Além disso, para participar das aulas as crianças deverão apresentar um comprovante de que está matriculado na escola. Dessa forma, espera-se garantir o queconsta na Constituição, supracitada.