Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 20/10/2021
Desde a Grécia antiga, o esporte como um todo desempenhava um papel de integração social, quando era um modo de interação entre indivíduos e entre diferentes nações. Em suma, no Brasil contemporâneo, há potencial para utilizar o esporte como ferramenta de promoção da cidadania. Porém, embora a prática esportiva tenha mostrado grande potencial para mudanças necessárias, envolvendo questões nacionais (exclusão, preconceito, crime), o governo e o povo do país são negligentes nesse aspecto.
A principio, é necessário analisar a importância do âmbito das atividades esportivas para a vida escolar e social do indivíduo. Portanto, promova esportes como futebol, ginástica e dança, cultive o sentimento de pertença dos jovens à sociedade e promova seu desenvolvimento pessoal. Porém, a persistência dessas atividades no contexto educacional e cotidiano é extremamente difícil, pois são práticas de elite, caras e de difícil obtenção para a maioria das pessoas. De acordo com o artigo 6º da Constituição, o lazer é um direito que precisa ser garantido pelo poder público, o que não acontecerá porque não há garantia. Portanto, a diversidade da prática esportiva brasileira tornou-se obsoleta, impossibilitando a formação social individual.
No entanto, o processo de inclusão e participação da maioria dos diferentes tipos de indivíduos não ocorreu, e a integração não ocorrerá como resultado. Nesse sentido, adultos, jovens e crianças em situação de risco, as chamadas “ruas”, não têm construção social devido à pobreza, marginalização e esquecimento causados por outras classes. Segundo Fernando Braga, professor doutor em psicologia da Universidade de São Paulo (USP), as instituições brasileiras estão implantadas no que ele chama de “invisibilidade social” porque nem o Estado nem a sociedade buscam se comportar a favor das classes populares. Portanto, a falta de modelos inclusivos, como os de Jeff e Chloe, confirma que outras questões periféricas, como o mundo das drogas, do roubo e do assassinato, são adversidades dos cidadãos.
Portanto, é necessário desenvolver medidas que visem tornar o esporte uma prática do cidadão brasileiro. Portanto, o Ministério da Cidadania deve promover programas de melhoria e participação de crianças e jovens por meio da reforma de estádios, construção de polos esportivos e desenvolvimento de programas inclusivos que possam ser utilizados por prefeitos e gestores para que todos os membros da comunidade possam se socializar. Além disso, o Ministério da Relações Públicas precisa acompanhar as ações desses projetos e garantir a sua eficácia, para que os jovens se tornem cada vez mais cidadãos.