Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2021
Desde a criação dos jogos olímpicos, na Grécia, a importância da prática de exercícios físicos e esportes na sociedade foi introduzida no mundo. No entanto, os mesmos perderam sua validade, uma vez que as classes inferiores não possuem o acesso ao esporte e lazer, caracterizando-se pela falta de investimento governamental. Por certo, é inegável os impasses em torno do sistema social brasileiro em labutar essa causa por questões socioeconômicas e desigualdade social.
Em primeiro lugar, o esporte tem um papel fundamental na formação dos indivíduos, visto que por meio dele pode-se desenvolver valores morais e sociais. Logo, percebe-se que a presença de projetos esportivos, especialmente em regiões periféricas, é uma forma de tirar os jovens da criminalidade e das drogas. Entretanto, apesar da Constituição Federal de 1988 assegurar o direito à prática desportiva, esse bem é transgredido em razão do governo não oferecer estruturas adequadas nessas áreas. Ademais, é preciso compreender que segundo Émile Durkheim a sociedade é movida por uma consciência coletiva, ou seja, a partir dos valores éticos e morais que prevalecem nela. Contudo, a exclusão, em relação às práticas esportivas, de classes menos privilegiadas vai contra o pensamento do sociólogo. Sob esse viés, o indivíduo negligenciado pela população que o cerca e um Estado displicente, não consegue ter acesso aos variados recursos de esportes hoje existentes, sejam eles adaptativos ou não. Com isso, é imprescindível a urgente necessidade de reflexão e busca de saídas em prol da indisponibilidade de acesso no país.
Portanto, nota-se um problema que carece de intervenção. Para isso, o atual Ministério de Cidadania- antigo Ministério de Esportes, deve adequar as infraestruturas esportivas existentes para promover a inclusão, por meio de parcerias público-privadas, a fim de aumentar a inserção desses na sociedade. Tal ação deve, ainda, melhorar a visibilidade para os mesmos. Destarte, com essas ações, espera-se que a realidade brasileira se torne igual à teoria mostrada na Carta Magna.