Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esporte e a cidadania na sociedade brasiliera apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de investimentos, quanto da excasses de oportunidades de muitos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a descriminação dentro do esporte deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a falta de verbas pelo governo agrava na exclusão de grande parte da população pobre e consequentemente aumento no índice de violências. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o a falta de oportunidade de novos atletas como promotor do problema. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira revelam que mais de 73,2% das escolas públicas de ensino fundamental não possuem quadra de esporte. Partindo desse pressuposto, jovens que possuem um grande potencial de crescer no esporte acabam não tendo acesso a ferramentas essenciais para a prática do mesmo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a excasses de oportunidades contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o esporte e cidadania na sociedade brasileira, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Conselho Nacional do Esporte, será revertido com incentivos a práticas esportivas desde a escola até a locais públicos como praças, através de construção de quadras e na contratação de possionais qualificados. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de investimentos e inclusão social.