Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 23/10/2021
O Coeficiente de Gini - índice que mede o grau de desigualdade das nações - apresenta o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo. Nesse sentido, o esporte é uma das ferramentas utilizadas para amenizar essa discrepância e incluir socialmente os cidadãos prejudicados por tal mazela. Entretanto, a falta de iniciativa do governo e a concepção limitada da sociedade são desafios a serem enfrentados para que o meio supradito se efetive.
Mormente, ressalta-se a passividade governamental no que tange ao desporto como forma de inclusão social. Segundo a Constituição Federal, é dever do Estado fomentar práticas esportivas formais e não formais. No entanto, no Brasil, os incentivos e investimentos são limitados, visto que, na maioria das vezes, a apenas um esporte - o futebol -, o que implica na carência de atenção a outras modalidades preferidas pelo público e, assim, na manutenção da desigualdade, pois a desvalorização da diversidade esportiva contribui para a ineficácia da inclusão social por meio da atividade física. Logo, é inconcebível que essa triste realidade se perpetue, pois tal conjuntura impede todos brasileiros de gozarem plenamente de seus direitos.
Ademais, convém destacar a visão deturpada da sociedade em relação ao desporto. Segundo Nelson Mandela, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, “O esporte tem poder de mudar o mundo”. Todavia, a sua prática é vista, pela comunidade, como uma maneira de conquistar dinheiro, fama e vitória, em detrimento à perspectiva do esporte como mecanismo de combate às diferenças de classe, de gênero e raça. Destarde, é inadmissível que esss concepção hodiena impeça a mudança mundial aspirada pelo autor da máxima.
Em suma, nota-se a necessidade de enfrentar os desafios expostos. Para isso, o Governo Federal, junto ao Ministério do Esporte e ao Ministério da Educação, deverá investir em diversas categorias desportivas e incentivar a sua execução. Essas ações devem ser feitas por meio do destino de verbas exclusivas para um prejeto, comandados por Educadores Físicos, nas escolas periféricas das cidades brasileiras, denominado “Esporte para Todos”, em que ensinarão sobre como praticá-los, com o fito de desmitificar a visão errônea da sociedade e de assegurar a inclusão social. Desse modo, caminhos serão trilhados para que o Brasil não seja um dos dez países mais discrepantes do mundo.