Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2021
Garantir uma vida longínqua é uma das maiores prioridades do homem moderno e com o auxílio de tecnologias, esse ideal foi atingido rapidamente. Porém, com este esforço para aumentar a extensão de sua própria vida, a qualidade nela decaiu de maneira exponencial, tornando o homem “doente”, tanto de forma física, no bem-estar do corpo, quanto mental, no convívio em sociedade. Segundo Platão, “Viver bem é mais importante que viver”, esta afirmação, até os dias de hoje, carrega um grande peso sobre a responsabilidade de membros de uma sociedade. Desta forma, os fatores que favorecem o adoecimento do humano devem ser analisados a favor de buscar a resolução desta problemática.
Em primeiro lugar, é valido ressaltar a importância do poder público nesta problemática, que atua como um empecilho para o bom convívio social. De acordo com a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, prevê em seu primeiro artigo o direito de desenvolvimento e de dignidade humana, o que inclui a plenitude física e mental e por consequência, a social. Entretanto, dados da plataforma G1 demonstram que apenas 62% dos municípios tem áreas adequadas a prática de esportes, o que deixa 38% dos municípios a deriva, o que acaba por impossibilitar os habitantes destas regiões de praticaram esportes, além de usufruir de seus benefícios, como o desenvolvimento como cidadão.
Desta forma, ao não garantir o direito constitucional de desenvolvimento, o Estado perpetua a doença social entre os habitantes.
Por segundo, é necessário lembrar da desigualdade social como um dos protagonistas no adoecimento da sociedade, segundo Rousseau, a desigualdade é a principal causa de todo mal vivido por cidadãos. Com isso em vista, uma pesquisa realizada pela pesquisa Veja, 28% da população brasileira não tem a chance de praticar esportes, de forma análoga, 87% destes vivem em regiões com um baixo Índice de Desenvolvimento Humano, IDH. Desta forma, os 72% que possuem condições de praticarem esportes convivem em clubes especializados, o que cria bolhas próprias entre a “alta sociedade”, enquanto os outros 28% vivem expostos ao perigo, incapacitados de terem seu bem-estar em dia.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater estes obstáculos. Para isto, é necessário que o Governo Federal, por meio do poder Executivo, faça maiores investimentos nas políticas públicas, e dessa forma, criar e administrar ambientes propícios ao esporte. Isto será realizado com o auxílio do dinheiro recolhido de impostos, e tem como finalidade diminuir os índices de falta de água, e por consequência, aprimorar a vivência em capitais e áreas rurais.