Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 21/10/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 5°, o direito à igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal privilégio não tem se repetido quando se observa o esporte e cidadania na sociedade brasileira. Desse modo, dificulta-se a universalização do direito social tão importante para o povo. Diante dessa perspectiva, faz-se a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito contra pessoas de classes mais baixas e com “padrões” que não se encaixam em sociedade como, por exemplo, os negros. Nesse sentido, essas pessoas acabam por ficarem excluídas de algo que deveria ser um direito de se possuir e acaba por influenciar em suas vidas cotidianas e profissionais, como acreditar que não será capaz de realizar nada que queira. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que, infelizmente, é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar essa exclusão social como impulsionador do conflito emocional. Diante de tal exposto, o conflito emocional surge nesse quesito porque estes indivíduos “fora” dos padrões sofrem constantemente investidas de mal olhadas, agressões verbais, julgamentos de outras pessoas e acaba levando a vítima a passar por problemas psicológicos como ansiedade, depressão, ataques de pânico e até mesmo duvidar de si mesmo que é capaz de realizar seus sonhos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Constata-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o Ministério da Cidadania, por intermédio de ações como por exemplo, criar mais quadras e campos em todos os estados do Brasil, principalmente, em estados mais carentes sejam realizadas o mais rápido possível a fim de melhorar a inclusão destas vítimas e melhorar o desempenho físico e mental. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e positiva, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.