Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 21/10/2021

O esporte está presente na sociedade desde muitos séculos. Na Grécia antiga, a 776 a.c já era possível observar as olímpiadas, um evento esportivo muito prestigiado na epóca. Entretanto, os esportes sempre estiveram relacionados como classes mais altas e até hoje continuam restringindo o sucesso e a ascenção através dos esportes aos ricos e brancos em sua maioria.

É sabido que o preconceito ainda está presente na sociedade, inclusive nos esportes, podendo ser percebido por meio de falas racistas, como no caso do goleiro do Santos, Aranha, que foi chamado de ‘macaco’ por uma torcedora do Grêmio durante uma partida em 2020. Segundo o sociólogo Rogério Baptistini Mendes, a abolição da escravatura foi insuficiente para inserir o negro na vida social, o que reforça o fato de que os negros não têm sua cidadania exercida plenamente.

Casos como esse não são raros, visto que até pouco tempo os negros se quer poder participar de competições e muito menos enriquecer através das habilidades esportivas. Eram tratados com inferioridade e desprezo, como pessoas incapazes de realizar atividades consideradas ‘coisa de branco’, mas assim como Usain Bolt na corrida e o Pelé no futbol mostraram que a habilidade não é determinada pela cor.

Portanto, para que o racismo seja reduzido em todas as esferas da sociedade, em especial no esporte, é preciso a atuação governamental. Medidas tais a quais a criação de bolsas esportivas e incentivos financeiros impulsionam a representatividade e a atuação da cidadania dos negros. Além disso, é necessário a realização de campanhas de conscientização contra o racismo, que interfere na motivação de muitos negros que pretendem praticar esporte mas se sentem descriminados.