Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 18/10/2021

Cidadania substantiva, para T.H. Marshall, em Cidadania e classe social, de 1950, consiste na extensão dos direitos civis, políticos e sociais para toda a população de uma nação. Nesse sentido, observa-se, no Brasil, um potencial do uso do esporte como ferramenta de promoção da cidadania. Entretanto, a indiferença quanto à questão esportiva leva à consolidação do cenário de desigualdade social, política e econômica brasileira, bem como à ameaça à cidadania desses indivíduos.

Em primeiro plano, o esporte é um mecanismo de mobilidade, ascensão e inclusão por meio da profissionalização, pois ele pode ser uma fonte de renda do indivíduo, mesmo que ele não seja um atleta profissional, ele pode ser um treinador ou preparador físico. Ademais, o esporte é um elemento de afirmação da identidade e da digno do indivíduo, um exemplo disso são os esportes paralímpicos que promovem a inclusão social de pessoas com deficiência. Desse modo, percebe-se que o esporte favorece a construção de valores, como o respeito e o senso de coletividade.

Por outro lado, existem obstáculos à essa questão. Nesse contexto, existe um preconceito cultural, afinal de contas, parte da população brasileira vê o esporte apenas como lazer e não como uma profissão. Além disso, há uma falta de investimentos e, portanto, uma falta de infraestrutura por parte do governo. Com isso, percebe-se a negligência e a indiferença por parte da população e do governo para com a relevância do esporte na vida dos cidadãos.

Portanto, cabe ao Ministério do Esporte divulgar campanhas midiáticas governamentais, com intuito de incentivar a prática esportiva e reverter a cultura de que o esporte é apenas lazer. Somado a isso, cabe ao governo redirecionar verbas para as secretarias de esportes dos municípios brasileiros, com intuito de criar uma cultura esportiva escolar, por meio da disponibilização de equipamentos públicos dentro das escolas e também nas praças para prática esportiva e a realização de eventos interescolares de nível municipal e até mesmo estadual. Assim, a cidadania substantiva de T.H. Marshall será posta em prática.