Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 03/11/2021

É indubitável que na Grécia Antiga era proibida a existência de guerras e disputas durante os jogos olímpicos. No entanto, tais acontecimentos - que ficaram conhecidos como Paz Olímpica - foram sendo resguardados e a relevância do esporte para a manutenção da cidadania foi reduzida. Isso ocorreu devido à falta de investimentos e à segregação étnica e social que é intensificada pelo capitalismo.

Sob esse viés, analisa-se o baixo fundo monetário destinado à melhorias no âmbito esportivo. De acordo com os dados divulgados pelo Governo federal, no ano de 2018 (dois mil e dezoito) a Bolsa Atleta sofreu redução significativa. À vista disso entende-se que o corte dos orçamentos estatais impede que as classes mais baixas tenham acesso ao meio esportivo. Visto que no início de suas carreiras os atletas tem o dever de custear as viagens para as competições e sem o auxílio do governo a participação dos mais pobres torna-se praticamente nula.

Paralelamente à falta de bolsas investidas, encontra-se a segregação racial como fator limitante da cidadania. A referida Copa de Rugby, realizada durante o mandato de Nelson Mandela, ficou conhecida por unir a população depois do regime “Apartheid”. Nesse sentido, sabe-se que os grupos socialmente minoritários ainda sofrem preconceitos estruturais em razão do histórico social. Já que pensamentos conservadores continuam presentes na mentalidade dos indivíduos e impedem a igualdade nos esportes.

Em virtude dos fatos mencionados,é notório que medidas devem ser tomadas para a resolução do afastamento do esporte como assegurador de cidadania. Sendo assim, o Ministério da Economia tem o encargo de ampliar os fundos destinados à Bolsa Atletla por meio de uma redistribuição do montante recebido pelo governo através dos impostos. Para que, dessa forma, os atletas tenham mais acesso à competições, possam profissionalizar-se e a cidadania seja mais efetivada no contexto contemporâneo.