Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 31/05/2022
No período da Grécia Antiga, os gregos difundiam grandes eventos esportivos os quais fazem parte da formação humana e da construção de virtudes até hoje, o que demonstra a força cultural das atividades físicas em outras culturas. No Brasil, infelizmente, o esporte não é valorizado como na cultura grega e, por isso, gera empecilhos para a plena cidadania brasileira. Tal problemática persiste devido à desvalorização na área cultural e orçamentária.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a desvalorização cultural do esporte na construção da cidadania configura-se como barreira social. A respeito disso, o sociólogo Émille Durkheim, descreve no “fato social” como os costumes advindos da cultura perpassam pelas gerações com uma força coercitiva. Nesse sentido, o empobrecimento da visão sobre o esporte configura-se como cultural a nível nacional, posto que não é visto como fator da cidadania já que, de acordo com o Ministério da Educação, menos de 27% das escola públicas não têm quadras de esporte. Essa situação é problemática, uma vez que é imprescindível que o esporte seja incentivado como meio integrador da população à cidadania.
Ademais, é válido destacar que a escassez de repasses monetários colabora para o status quo de rebaixamento do esporte. Sobre isso, o sociólogo Louis Althusser, afirma que a “elite” utiliza recursos estatais para benefício de suas próprias pautas. Nessa perspectiva, é notório que no Brasil há um desvio do capital público, uma vez que o país é assolado por práticas de corrupção, inclusive no âmbito educacional, o qual é um grande responsável pela difusão do esporte. Isso torna-se um empecilho gigantesco na caminhada cidadã dos jovens no esporte, visto que políticas primárias tornam-se secundárias pela escassez monetária.
Diante dos fatos supracitados, medidas interventivas são necessárias para integrar o esporte à cidadania. Para tanto, é preciso que o Governo Federal, mediante decretos presidenciais, destine verbas para o Ministério da Educação e o Ministério da Cidadania, com o intuito de promover debates escolares acerca da importância do esporte. Além disso, é imprescindível que o Poder Executivo, a afim de descentralizar os investimentos, repasse diretamente apoio financeiro aos planos esportivos. Assim, o país se assemelhará com com os gregos antigos.