Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 14/08/2024
Na cinematografia brasileira “Pelé: o nascimento de uma lenda”, retrata-se a biografia do ex-jogador de futebol Pelé, que através do esporte consegui a ascensão social e econômica. Concomitantemente, é nítido a importância do investimento no esporte na sociedade contemporânea brasileira. Logo, é uma realidade a presença da desigualdade social e a omissão estatal no meio esportivo.
Diante desse cenário, é evidente a assimetria da conjuntura social brasileira ao acesso ao esporte. Nessa perspectiva, na obra “O capital”, do sociólogo Karl Marx, afirma que o modo de produção capitalista está atrelado as desigualdade sociais. De maneira análoga ao pensamento de Marx, a discussão acerca do acesso ao lazer esportivo, embora seja relevante para o desenvolvimento do corpo social brasileiro, não recebe a devida importância, haja vista a ausência de projetos de esportes públicos custeados pelo Estado, bem como, a falta de investimentos no lazer popular. Dessa forma, enquanto houver desigualdade, haverá a exclusão.
Ademais, é válido ressaltar a negligência governamental no investimento do esporte como ferramenta social. Nesse viés, de acordo com o filósofo Norberto Bobbio, o Estado precisa não apenas ofernar os benefícios da leis, mas também garantir que população usufrua deles. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio, a figura estatal precisa não apenas criar políticas públicas de investimento e acesso ao esporte, mas também garantir que a raiz do problema -atletas de baixa renda- vivenciem a ascensão e o reconhecimento social através do esporte. Desse modo, nota-se que esse fator promove uma grave ruptura estrutural no Brasil.
Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que na sociedade brasileira se faz necessário o investimento no esporte. Urge, portanto, que o Ministério do Esporte -órgão responsável pelas instituições esportivas brasileiras- faça a criação de projetos públicos de práticas de atividades físicas e medidas legislativas de investimento da área olímpica, por meio de verbas estaduais voltadas para o lazer social e aprovações constitucionais, para que todo o corpo social brasileiro tenha acesso ao atletismo como ferramenta de inclusão e modificação social. Pois, somente assim, o contexto de “Pelé” será a realidade dos atletas no Brasil contemporâneo.