Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 05/09/2024
No filme Cidade de Deus, é retratada a favela do Rio de Janeiro enfrentando problemas com a perpetuação do crime, causada pela falta de oportunidades e a extrema pobreza. Nesse sentido, da premissa se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que o esporte contribui para a cidadania, porém falta incentivo em bairros marginalizados. Logo, é preciso mencionar a desigualdade social e omissão governamental como propulsores dessa problemática, revelando uma lacuna entre a teoria constitucional e a prática cotidiana.
Sob essa perspectiva, é fundamental entender que a disparidade social existe devido ao preconceito estruturado há anos na sociedade. Nessa ótica, de acordo com Nelson Mandela, “O esporte tem o poder de mudar o mundo e unir as pessoas” . Portanto, a população de baixa renda não é motivada a realizar práticas esportivas pela discriminação da sociedade, que os veem como inferiores e propícios a contribuir apenas a trabalhos braçais e jogos de rua. Por isso, não disponibilizam recursos como quadras e campos. Dessa forma, perdem a qualidade de vida e a expectativa de sair da pobreza, que é um sentimento enraizado na sociedade e, por consequência sendo pouco discutido.
Além disso, a negligência do Estado só agrava o impasse. Nesse contexto, o livro Cidadão de Papel, retrata que a cidadania no Brasil é uma premissa escrita na lei, mas raramente vivida. Todavia, existe a política de inclusão no esporte, que deveria servir para promover igualdade, mas não investe nos custos básicos necessários para um atleta. Sendo assim, apenas os grupos elitistas ocupam grandes espaços, como as Olimpíadas. Diante do cenário, é importante a universalização do esporte como mecanismo de desenvolvimento social.
Em suma, são necessárias mudanças capazes de mitigar o impasse. Por isso, o Estado, deve investir no esporte entre grupos carentes, por meio da construção de quadras em favelas com o orçamento público. Nesse contexto, o intuito de tal medida é a inclusão da periferia na prática esportiva e, consequentemente melhorar a cidadania. Feito isso de acordo com Nelson Mandela, o Estado estará promovendo a inclusão.