Estigmas associados aos jogos eletrônicos: eles contribuem para o comportamento violento de crianças e adolescentes?

Enviada em 01/09/2025

A série “Black Mirror”, mostra a tecnologia em ação na sociedade, geralmente com tons sombrios e críticos. Contudo, tal situação não ocorre apenas na ficção mas, também, na realidade. Isso porque os estigmas associados aos jogos eletrô-nicos fazem parte do cenário hodiernp, sendo necessário analisar suas contribui- ções com o comportamento violento de crianças e adolescentes. Nesse sentido, torna-se de suma importância examinar a força do ambiente virtual dos jogos e a ineficácia do governo como fatores que fomentam essa problemática.

Sob essa perspectiva, é válido ressaltar a influência exercida pelos jogos virtuais na mentalidade juvenil. Em 2019, dois alunos invadiram uma escola, mataram professores, alunos e sem seguida tiraram a própria vida. Nas investigações, a polícia apurou que os autores jogavam games de tiro em primeira pessoa. Logo, é indescutível que jogos agressivos, como FreeFire e Call Of Duty, inspiram violência. Além disso, ensinar a manusear armas, principalmente em realidade virtual. Sendo assim, esse contexto continuará se perpetuando e outras tragédias acontecerão se medidas não forem tomadas para dissolver essa conjuntura.

Ademais, vale enfatizar a negligência governamental no que tange a restrição de jogos de ação intensa. O documentário “Cyber Hell: Exposing an Internet Horror” investiga um esquema criminal, onde grupos usavam o Telegram para

espalhar pornografia infantil. Sob esse viés, é evidente que aplicativos que não são monitorados nem restringidos por omissão da máquina pública tornam-se precur-sores do crime e da violência, eles não fazem apenas vítimas, todavia fazem agressores igualmente. Por conseguinte, é imperioso que o governo esteja mais atento ao ambiente virtual e reprima jogos e apps cujo conteúdo seja maléfico para a sociedade, como é o caso do jogo da Baleia Azul e o jogo do tigrinho.

Portanto, é indispensável encontrar meio que solucionem este imbróglio. Cabe ao governo - órgão administrativo máximo no país - fiscalizar os conteúdos que circulam a internet e promover a conscientização da influência de jogos no psicológico infanto-juvenil, por meio da restrição de videogames e palestrar direcionadas aos pais no ambiente escolar. Espera-se com isso, construir um abiente saudável para os pequenos em que os jogos sejam lúdicos e educativos.