Estigmas associados aos jogos eletrônicos: eles contribuem para o comportamento violento de crianças e adolescentes?

Enviada em 02/06/2026

​ No livro Videogame e Violência, o escritor Salah Khaled Jr. explica que culpar os jogos eletrônicos pela violência de crianças e adolescentes é um grande erro. Na sociedade atual, muitas pessoas criam esse preconceito para achar um culpado rápido para crimes que acontecem no mundo real. Com isso, o debate de verdade acaba deixando de lado problemas muito mais importantes, como a falta de cuidado das famílias e o abandono da saúde mental dentro das escolas.

​Primeiramente, é importante destacar que a ciência não comprova que os jogos causam violência. De acordo com dados do FBI, apenas 12% dos jovens que atacaram escolas jogavam videogames violentos. Esse número é bem baixo se comparado com o total de adolescentes que jogam no dia a dia. Portanto, culpar os jogos é focar no problema errado. A agressividade na verdade vem de outras causas reais, como o histórico de abusos em casa, a desigualdade social e problemas psicológicos que não são tratados.

​ Além disso, a falta de apoio psicológico nas escolas ajuda a aumentar a violência juvenil. O sociólogo Zygmunt diz que as instituições de hoje em dia estão fracas e não protegem as pessoas como deveriam. No ambiente escolar, o bullying acontece muito e quase não existem psicólogos para ajudar os alunos que sofrem com isso. Sem esse apoio muitos adolescentes se isolam e acabam entrando em grupos perigosos na internet. O problema real não são as telas, mas sim o abandono que esses jovens sofrem na vida.

​Portanto, o governo precisa agir para mudar essa situação de verdade. O Ministério da Educação, que é o órgão responsável pelo ensino no país, deve criar um plano de apoio psicológico nas escolas brasileiras. Isso deve ser feito contratando psicólogos e psicopedagogos para trabalhar de forma fixa na rede de ensino. Esses profissionais vão fazer rodas de conversa sobre saúde mental e dar apoio aos alunos e suas famílias. Com essa ação, o Estado vai proteger os jovens e respeitar os direitos humanos.