Estigmas associados aos jogos eletrônicos: eles contribuem para o comportamento violento de crianças e adolescentes?

Enviada em 09/09/2026

Na sociedade brasileira contemporânea, a influência dos jogos eletrônicos no comportamento de crianças e adolescentes tem se tornado uma questão relevante. Nesse contexto, percebe-se que os videogames são frequentemente associados à violência juvenil, o que evidencia a existência de um estigma sobre esse tipo de entretenimento. Dessa forma, torna-se necessário analisar a falta de acompanhamento familiar e a influência do ambiente social.

Em primeiro lugar, é importante destacar a falta de acompanhamento familiar. Isso ocorre porque a ausência de orientação sobre os conteúdos e o tempo de uso pode fazer com que os jovens tenham contato inadequado com conteúdos violentos. Nesse sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente defende a proteção integral dos jovens, demonstrando a importância da família em seu desenvolvimento. Portanto, fica evidente que a supervisão familiar é essencial para evitar o uso inadequado dos jogos.

Além disso, outro fator que merece destaque é a influência do ambiente social. Sob essa perspectiva, a convivência com situações violentas pode fazer com que atitudes agressivas sejam naturalizadas. Como consequência, crianças e adolescentes podem reproduzir esses comportamentos. A título de exemplo, a teoria da aprendizagem social, de Albert Bandura, afirma que comportamentos podem ser aprendidos pela observação. Dessa maneira, percebe-se que a violência possui diversas causas e não pode ser atribuída somente aos jogos.

Portanto, torna-se necessário combater a associação generalizada entre jogos eletrônicos e violência juvenil. Para isso, as famílias devem acompanhar o uso dos jogos, por meio de diálogo e limites de tempo, com o objetivo de promover um uso consciente. Ademais, as escolas devem promover debates sobre violência e tecnologia, mediante palestras e atividades educativas, a fim de estimular comportamentos pacíficos. Assim, será possível reduzir os estigmas e favorecer o desenvolvimento saudável dos jovens.