Estigmas associados aos jogos eletrônicos: eles contribuem para o comportamento violento de crianças e adolescentes?
Enviada em 30/09/2026
Em 1999 nos Estados Unidos, o massacre na escola Columbine chocou o mundo após dois es tudantes assassinarem 12 alunos e um professor. O atentado levantou diversos debates nos meios de comunicação, especialmente devido ao consumo do jogo de tiro em primeira pessoa ‘‘Doom’’ pelos atiradores e aos impactos do bullying no comportamento dos jovens. Paralelamente, no Brasil contemporâneo a persistência de tragédias semelhantes evidencia que a violência escolar não é um ocorrido isolado, mas fruto da negligência governamental no acolhimento psicológico e da omissão familiar na formação dos jovens.
Nesse contexto, é necessário entender a importância do suporte psíquico adequado por instituicões governamentais. Sob essa ótica, o filme “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick retrata a história de Alex, um
Jovem com o psicológico conturbado alimentando por um ambiente familiar omisso, e vítima de um Estado incapaz de lidar com as raízes dos seus problemas mentais, recorrendo apenas à punições superficiais. Fora da ficção, essa negligência governamental retrata o Estado brasileiro, que visa somente mascarar problemas enraizados na sociedade com justificativas e soluções vagas.
Visto que, a mesma culpabilização somente aos jogos acerca de justificar jovens violentos, em 1999 foi utilizada por grandes mídias para argumentar sobre o massacre na escola Columbine. Além de que, a negligência do Estado em acolher indivíduos com problemas psicológicos, é um dos fatores que intensificam o ódio desenvolvido por diversos jovens acerca do “sistema” em que estão inseridos. Um jogo de violência tem sua culpa quase nula perto de problemas estruturais na sociedade brasileira, todavia, é necessária à fiscalização do que jovens acessam na internet, tendo em vista que, cada vez mais reprimidos os conteúdos extremistas se tornam recorrentes.
Portanto, são essenciais medidas para conter esse tipo se violência. Cabe ao Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde implementar um programa de suporte a esses jovens. Onde se sintam acolhidos e notados. Junto com o Conselho Tutelar, que deve iniciar visitas à casa desses jovens para fiscalizar o que ocorre no ambiente familiar, oferendo dicas e suporte aos responsáveis.