Estigmas associados aos jogos eletrônicos: eles contribuem para o comportamento violento de crianças e adolescentes?

Enviada em 11/08/2025

Segundo Sigmund Freud o novo desperta perplexidade e resistência. Nessa pers-pectiva, é necessário discutir os estigmas associados aos jogos eletrônicos e sua in-fluência na vida de crianças e adoescentes. Desse modo, a nova maneira de entreter-se vem acompanhada de diversos questionamentos quanto ao nível de impacto na vida dos jovens. Tal realidade pode ser observada tanto nos casos de crimes justificados em jogos quanto no não cumprimento das indicções dos jogos.

Em primeiro lugar. os casos de crimes justificados em jogos é uma problemática preponderante, visto que serve de argumento para os adultos conservadores e resistentes a esse tipo de entretenimento. Nesse panorama, os jogos em si não são motivos para um jovem cometer um crime, tem que haver uma pré-disposição para que isso ocorra. A sociedade não pode culpabilizar os jogos eletrônicos pela violência cometida por falta de caráter ou falta de apoio parental a qual as crianças e adolescentes tem mais possibilidade de se revoltar. À vista disso, o ativista e ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela afirma que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo, logo, com uma base parental sólida e educativa, os jovens poderão consumir os mais diversos tipos de entreteni-mento sem aplicar a violência usada em alguns desses jogos na vida real.

Outrossim, o não cumprimento das indicações dos jogos é uma causa a ser citada. Nesse viés, jogos com violência embutida em qualquer momento do jogo possuem, na hora de baixar, a indicação para idades, já que crianças e adolescentes podem não ter idade suficiente para discernir o certo e o errado. Entretanto, na maioria das vezes essa indicação é ignorada, pois a vontade de baixar é maior do que o me-do das consequências. Assim, o jogo é baixado sem nenhum tipo de instrução, vis-to que os pais também não supervisionam o filho e nem auxiliam na diferenciação de jogo para realidade. Consequentemente, quando acontece cenas de violências, a mídia prefere culpabilizar equivocadamente os jogos do que os pais.

Mediante o exposto, cabe aos pais monitorarem os jogos que os filhos têm baixados nos seus aparelhos eletrônicos a fim de instruir sobre a diferença de virtual para real e a diferença de certo e errado. Assim, os jovens não crescerão com pensamentos distorcidos.