Estratégias para assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis

Enviada em 25/03/2025

O filme “Wall-E”, da plataforma Disney Plus, retrata as vivências de um robô programado a coletar detritos, os quais foram produzidos de forma desordenada e, por conseguinte, tornaram o ambiente terreste inóspito. Sob tal ótica, é fato que a realidade apresentada pela obra pode ser comparada à situação atual, visto que os padrões de produção e de consumo são preocupantes no país. Logo, a partir desse contexto, é necessário discutir estratégias para a resolução dessa problemática, uma vez que o investimento em tecnologias e a promoção de uma consciência coletiva responsável podem assegurar um quadro sustentável.

Diante do exposto, é importante destacar que a má gestão dos resíduos, como o lixo eletrônico, se mostra como um dos impasses para efetivar um modelo produtivo sustentável. Nesse sentido, convém citar a Agenda 2030, documento proposto pela ONU, a qual expõe a expansão de infraestrutura sustentável como uma das medidas para o enfrentamento das alterações climáticas, com o intuito de potencializar a eficiência produtiva e de minimizar os dejeitos liberados na natureza. Em meio a isso, é preciso investir em meios, articulados com setores econômicos regionais, que possibilitem a reciclagem e a decomposição segura dos materiais, além de garantir indústrias nacionais limpas e inclusivas.

Outrossim, é válido ressaltar que a falta de uma mentalidade social em relação às práticas sustentáveis de consumo descortina marcas, tal como o uso inadequado dos recursos naturais. Paralelamente a isso, cabe apontar que, de acordo com a pesquisa noticiada pelo site Educação e Território, apenas 34% dos brasileiros sabem o que é consumo sustentável, o que corrobora a ausência de ações cotidianas que reduzem os impactos ambientais, tais quais o reuso de insumos e o descarte apropiado dos rejeitos. Com isso, é crucial interromper esse ciclo vigente.

Portanto, entende-se que medidas são urgentes para atenuar o retrato atual. Para isso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, junto às empresas, implantar projetos de desenvolvimento tecnológico, por meio de incentivos fiscais, com o objetivo de favorecer cadeias produtivas seguras; além de implantar ações de conscientização, por intermédio de campanhas publicitárias, a fim de incentivar hábitos cabíveis de consumo. Assim, será possível construir cidades sustentáveis.