Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/05/2018
Segundo estudo do Banco Mundial, 52% dos jovens brasileiros deixaram de estudar, não se dedicam à escola ou estão atrasados na formação. Sob esse viés, é evidente que a evasão escolar é uma realidade brasileira. Assim, é possível afirmar que, a falta de incentivos dos pais em consonância com a realidade econômica dos estudantes, elevam constantemente o índice de abandono às escolas.
Mormente, segundo o sociólogo Talcott Parsos, as famílias são como fábricas que produzem personalidades humanas. Nesse sentido, a necessidade de estímulos das famílias é de vital importância para os jovens estudantes brasileiros, uma vez que o meio social em que vivem influenciam diretamente na sua cultura, escolhas e é formador de sua personalidade. Através disso, fundamenta-se a ideia de que os pais são fortemente influenciadores no desenvolvimento dos hábitos dos filhos.
Da mesma maneira, destaca-se a realidade financeira das famílias como fomentadora da evasão escolar. Crianças e jovens, devido a fatores socioeconômicos, ingressam no mercado de trabalho informal como forma de subsistência, em detrimento da dedicação à vida escolar, uma vez que a renda familiar não é o suficiente. Dessa forma, evidencia-se que o baixo poder aquisitivo familial influencia os jovens a abandonarem a escola.
Compreende-se, portanto, que devido a fatores econômicos e pouca influência no ambiente familiar, cresce o número de indivíduos que deixam as escolas. Nesse contexto, a escola deve ajudar as famílias a incentivarem as crianças a irem às escolas, por meio de seus agentes, deslocando-os até as residencias dos necessitados. Além disso, o Poder Legislativo deve promulgar leis, exigindo das empresas que contratem como forma de aprendizado e jornada flexível, para que possam se dedicar à educação, assim, reduzindo a evasão escolar.