Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/11/2025

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, prevê que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Todavia, essa não é a realidade, visto que cada vez mais adolescentes brasileiros abandonam os estudos. Nesse sentido, torna-se necessário buscar caminhos para o combate da evasão escolar, causada pela negligência governamental e pela desigualdade social.

Sob esse viés, é importante ressaltar que a omissão estatal tem dificultado a melhoria do problema. Segundo o Contrato Social, do filósofo John Locke, “cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo". No entanto, essa responsabilidade não é cumprida, uma vez que faltam ações para a manutenção de infraestrutura, valorização de professores e adaptação de didáticas mais atrativas para a realidade dos alunos. Por conseguinte, dificulta o processo de aprendizagem.

Além disso, a disparidade socioeconômica também está ligada à problemática. Conforme o conceito “Cidadanias Mutiladas”, do geógrafo Milton Santos, a discrepância social limita o acesso pleno a direitos básicos, incluindo a educação. Dessa forma, ela impede que muitos jovens permaneçam na escola devido à necessidade de trabalhar e apoiar suas famílias. Consequentemente, perpetua o ciclo de pobreza e reduz as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens.

Portanto, é essencial que o Ministério da Educação - órgão responsável por garantir o acesso à educação de qualidade em todos os níveis - assegure incentivos financeiros para estudantes do ensino médio por meio do programa Pé-de-Meia a fim de fortalecer o vínculo dos educandos com o ambiente educacional. Assim, o país cumprirá o previsto na Constituição.