Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/11/2025

A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito à educação. Contudo, esse privilégio não tem sido assegurado visto que a evasão escolar faz parte da realidade brasileira. Nesse sentido, é imprescindível analisar a negligência governamental e a desigualdade social como fomentadores dessa problemática.

Sob essa perspectiva, vale enfatizar a disparidade social como fator que colabora com o problema. A pandemia do COVID-19, ocorrida principalmente no ano de 2020, acarretou na dispença em massa de trabalhadores. Nesse viés, torna-se notável que entre esses empregados estavam pais e mães de família que dependiam dessa renda para sustentar a casa e tendo perdido seus empregos os filhos tiveram que renunciar o tempo empreendido na escola para começarem a trabalhar. Logo, é indiscutível que se esses jovens não sofressem com a estratificação social, não teriam que abandonar os estudos devido à crises financeiras.

Ademais, é essencial um exame da omissão do Poder público como potenciador da questão. O livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, expõe a situação de meninos que no meio deles alguns sonham em se formar porém esses sonhos são negligenciados pelo governo . Análogo a essa ficção, há inumeros casos no Brasil em que o Estado não oferece amparo a jovens que enfrentam dificuldades e por isso muitos abandonam o ensino. Destarte, é imperioso a dissolução dessa conjuntura.

Portanto, medidas são necessárias para frear essa situação. Cabe ao governo federal - órgão administrativo máximo no país - melhorar a educação pública e proporcionar a todos os jovens de baixa renda auxílios financeios, por meio de grandes investimentos em instituições educacionais. Espera-se com isso, reverter o quadro de evasão escolar no Brasil e assegurar o que consta na carta magna do país.