Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 18/06/2018
“A vida é uma constante educação.” A frase do escritor e educador Gustave Flaubert mostra a importância do processo educacional na vida das pessoas. Porém, isso vem se distanciando da realidade, com o crescimento da evasão escolar. Assim, deve-se analisar como a omissão do Poder Público e a falta de diálogo prejudicam a questão neste país.
Indubitavelmente, o Poder Público é o principal responsável pela manutenção do problema. Isso porque, embora a Constituição Federal de 1988 garanta o direito à educação de qualidade e acesso à escolas, o Estado impede a efetivação de muitas conquistas que constam nessa legislação, pois os interesses socioeconômicos de alguns setores se sobrepõem à fiscalização das leis. Não é à toa, então, que o número de adolescentes que passam por dificuldades e acabam desistindo das Instituições escolares, só cresce.
Atrelado ao Estado, nota-se que a falta de diálogo também afeta o problema. Isso decorre do século XIX, quando a sociedade industrializada começa a passar mais tempo nas fábricas trabalhando, as famílias acabam ficando de lado, a sociedade, então, por tender a incorporar costumes de época, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bordieu, naturalizou esse pensamento e passou a entregar-se ao emprego. Outrossim, cada vez mais adolescentes não têm contatos com os pais e acabam não tendo informações sobre a importância da educação e se incluindo no fenômeno da evasão escolar.
Diante dos fatos supracitados, nota-se que o problema é causado pela sociedade e pelo Estado. O Governo Federal, portanto, por meio do Ministério da Educação, deve criar projetos de desenvolvimento eduacional lúdicos que envolvam os gostos dos alunos, por meio de jogos didáticos e apresentações, com professores e outros profissionais que incentivem o estudo, a fim de diminuir a potencialização da evasão escolar. Analogamente, a educação defendida por Flaubert, será de uma vez, respeitada.