Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/07/2018
Segundo a LDB 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases – é dever da educação promover o desenvolvimento cidadão, abrangendo processos formativos, tais como, vida familiar, convivência humana, trabalho, dentre outras relações sociais. Entretanto, a permanência de muitos alunos na escola tem sido comprometida, devido à estagnação da educação brasileira e às necessidades familiares ocasionadas pelas desigualdades sociais, resultando em um alto índice de evasão escolar e futuramente, na dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Essa situação torna-se evidente ao se observar os dados divulgados pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância e Adolescência (UNICEF), os quais demonstram que, em 2017, cerca de 2,8 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estavam fora da escola. Sendo grande parte desses, jovens entre 15 e 17 anos. A principal justificava para esses dados é a falta de interesse por parte dos alunos, que devido à falta de foco, excesso de conteúdo, ausência de contextualização e a falta de uma relação mais humanizada com os educadores, preferem abandonar os estudos.
Além disso, a situação econômica é outro fator que influencia o abandono escolar, pois, para ajudar aos pais, muitos estudantes optam por se inserir prematuramente no mercado de trabalho. Nesse contexto, há também aqueles que optam por conciliar trabalho e escola, mas devido às dificuldades, decidem priorizar o trabalho e acabam por afastarem-se dos estudos.
Diante desse cenário, o Governo deve investir na infraestrutura das escolas, ampliando espaços, incrementando bibliotecas e laboratórios, a fim de proporcionar aulas dinâmicas e transformar a escola em um lugar onde todos possam ter acesso e sintam-se acolhidos. Do mesmo modo, é essencial que o Ministério da Educação crie um novo currículo base, de modo que sejam acrescentadas atividades que preparem os jovens para o mercado de trabalho, e invista em um ensino híbrido, intercalando formas de aprendizado online e offline para tornar o conteúdo mais atrativo e facilitar o acesso aos alunos que realizam outras atividades fora da escola, como feito em Miami (EUA), que ao adotar esse método, constatou um aumento de 26% do índice de conclusão do ensino médio. Por mais, o corpo docente deve ser preparado para conseguir detectar os alunos propensos a evadir, observando o número de faltas, alertando aos pais e buscando conhecer as dificuldades enfrentadas por esses, para assim, buscar meios adequados que incentivem a permanência do aluno na escola.