Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/10/2018
Promover dignidade
O ECA -Estatuto da Criança e do Adolescente- inserido na Constituição Federal em 1990, prevê que é obrigação do Estado, da escola e da família salvaguardar os direitos do público infnto-juvenil, dentre os quais inclui-se o direito a educação. O Brasil, entretanto, está indo de contra tal direito, pois ainda há uma quantidade considerável de jovens abandonando à escola. Logo, coletividade e poder público devem engendras ações objetivando sobrelevar o referido problema social para promover dignidade.
Um dos motivos para a evasão escolar é a falta de atrativos para o jovem permanecer na escola. Nesse sentido, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é muito limitada ao basear-se completamente em um ensino mecânico estruturado em fórmulas complexas e teorias de difícil entendimento, afastando-se da realidade dos estudantes. Nesse cenário, o aluno que não consegue pautar na realidade o conteúdo cobrado, sente dificuldade em compreendê-los, o que reflete nas suas notas que tendem a cair e, consequentemente diminui seu interesse em continuar estudando. Desse modo, é fundamental tornar à escola atrativa para assegurar o direito à educação, também garantido pela Declaração Universal de Direitos Humanos, em seu artigo 26, a qual o Brasil é signatário.
Em segundo plano, a gravidez precoce deve ser freada urgentemente. Essa atitude é necessária pois dados recentes do Ministério da Educação concluíram que esse fator é um dos principais motivos para a evasão escolar. Nesse cenário preocupante, encontra-se o governo inoperante ao não agir de modo a construir uma estrutura que evite a gravidez na adolescência e, quando eventualmente ocorrer, não ser um motivo para o abandono escolar. Dessa forma, visto que não concluir os estudos proporcionará ao adolescente uma inserção precária no mercado de trabalho em profissões com baixa remuneração, é imperativo a construção de uma estrutura de saúde pública e de ensino integradas para frear a evasão escolar no país.
Torna-se evidente, portanto, que é urgente a superação desse problema. Para tanto, cabe às escolas, com aporte financeiro da União, adequar o processo de aprendizagem a realidade dos alunos com aulas práticas do conteúdo teórico, com uso de laboratórios e da tecnologia e de aulas de campo com visitas a museus e pontos históricos para, dessa maneira, humanizar a educação e torná-la atrativa. Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, precisa, de início, incluir a educação sexual na BNCC, explicitando quais e como os contraceptivos devem ser usados. Em seguida, deve incluir creches próximas às escolas para viabilizar que a jovem, que por ventura engravidar, continue a estudar. Assim, o Brasil fará jus a sua Constituição e promoverá dignidade.