Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/07/2018
Diz a lenda que a cidade de Tebas recebeu a visita da Esfinge, um monstro que desafiava os melhores jovens da região a enfrentá-la, matando-os brutalmente. Este sofrimento impostos pelos deuses apenas encontrou um fim quando o jovem Édipo, vindo de Corinto, desvendou o enigma que a fera propusera. Deste mesmo modo, o problema da evasão escolar também é um enigma à espera de um herói que o desvende. Neste sentido, percebe-se a importância de identificar o problema para resolvê-lo e, com isso, melhorar a realidade do Brasil.
A desistência de estudar dos alunos brasileiros é alta. Segundo estatísticas do Programa das Nações Unidas para a Educação (PNUD), dentre os 100 países com melhor IDH, o maior país da América do Sul está em terceiro no ranking de taxa de evasão escolar. A cada quatro estudantes, um desiste da escola, diz o PNUD. Torna-se claro, nesse sentido, que o problema em questão é bastante relevante na realidade brasileira.
Além disso, é necessário entender os motivos que levam o jovem a desistir de ir para a escola, uma vez que a evasão tem raízes na vida social do aluno, como por exemplo gravidez, doenças, ingresso na criminalidade, violência doméstica, ingresso precoce no mercado de trabalho, dentre outros motivos. Isso traz à tona a necessidade de identificar e entender os problemas que permeiam o afastamento do jovem estudante para, deste modo, viabilizar uma solução concreta.
Ademais, a evasão escolar deve ser combatida para auxiliar na mudança da realidade brasileira. De fato, como dizia Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, e Immanuel Kant ainda dizia que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Com isso, se o problema de alunos que desistem de estudar não for resolvido, o Brasil não irá ser um país melhor.
Fica evidente, portanto, que é de suma importância a resolução do problema de evasão escolar. Neste sentido, faz-se necessário que a escola entenda o perfil do jovem que evade para fazer uma abordagem, até mesmo social, na tentativa de trazer esse aluno de volta. Além disso, esta instituição de ensino precisa ser capacitada pelo governo através de conselheiros para que a identificação e a ação sejam efetivas. Sendo relevante, ainda, que o Estado melhore a comunicação entre a escola e o conselho tutelar para potencializar a luta contra a desistência. Só assim, a realidade do Brasil vai melhorar como nação.