Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/07/2018
Muito se discute acerca da evasão escolar de jovens na sociedade brasileira, sobretudo em relação às consequências advindas da pouca escolaridade. Nesse contexto, a globalização e os avanços tecnológicos têm exigido, cada vez mais, uma mão de obra qualificada e dinâmica. Porém, muitos jovens e adolescentes abandonam os estudos ao se depararem com as dificuldades financeiras familiar ou, até mesmo, por não se adequarem ao modelo escolar proposto pelo Ministério da Educação. Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal, em coparticipação com as escolas, desenvolva um projeto educacional que mantenha os infantojuvenis matriculados nas escolas e facilite a ingressão de jovens carentes no mercado de trabalho.
No que se refere à temática em questão, pode-se destacar os fatores socioeconômicos como um dos principais motivos da evasão escolar. Nesse cenário, a Organização das Nações Unidas(ONU) pontuou que muitas crianças e adolescentes são introduzidos ao mercado de trabalho para complementar a renda familiar. Consoante a isso, o abandono escolar deve ser apontado como uma das ferramentas da manutenção das desigualdades sociais vivenciadas no Brasil, pois sem a escolarização adequada torna-se difícil, ou impossível, a ascensão profissional e, por conseguinte, melhores condições financeiras para a elevação da qualidade de vida.
Ademais, a escola desempenha um papel fundamental no desenvolvimento intelectual e educacional dos infantojuvenis na população brasileira. Entretanto, a matriz curricular oferecida por essas instituições públicas não capacita os estudantes, em especial os de baixa renda, para o desenvolvimento de uma profissão que facilite a sua ingressão no mercado de trabalho.Dessa forma, mutos alunos abandonam o ensino regular por não considerá-lo como um diferencial para o desenvolvimento de uma função remunerada. Nessa perspectiva, o filósofo Immanuel Kant defendeu a importância da educação para o desenvolvimento de uma sociedade e destacou que " o ser humano é aquilo que a educação faz dele".
Diante dos argumentos supracitados, torna-se fundamental que o Governo Federal, em parceria com as escolas, desenvolva um projeto educacional. Nesse projeto, deve-se alterar a matriz curricular do ensino médio inserindo uma matéria de cunho profissionalizante, tais como eletricista, padeiro, confeiteiro e entre outros. Com isso, muitos jovens permaneceriam nas escolas ao vislumbrarem o desenvolvimento de uma profissão. Além disso, é imprescindível que as escolas realizem conferências periódicas, entre alunos e algumas empresas convidadas, com o intuito de inserir os jovens no mercado de trabalho e, consequentemente, diminuir a evasão escolar e as diferenças socioeconômicas no país.