Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 11/07/2018
O escritor austríaco, Stefan Zweig, afirmou em sua obra literária, do século XX, que o Brasil era um país do futuro, ou seja, grandes inovações tecnológicas e sociais iriam ser efetivadas. Entretanto, hodiernamente, quando se observa a questão do aumento da evasão escolar no nosso país, torna-se notório que esse ideário fica apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto, cabe analisar sobre como a inserção do jovem no mercado de trabalho e a falta de investimentos no âmbito educandário influenciam no problema em pauta.
É indubitável que as dificuldades financeiras na esfera familiar esteja entre as causas da problemática. Isso porque, muito dos jovens -principalmente os de classe baixa- se inserem no mercado de trabalho com o intuito de ajudar na renda familiar. Logo, conciliar as atividades escolares com o emprego torna-se uma tarefa difícil e em muito dos casos, o adolescente prefere abandonar a escola em prol de ter mais disponibilidade de tempo em sua profissão. Consequentemente, segundo o Cadastro Geral De Empregados e Desempregados (CAGED), quanto menor o grau de escolaridade, maior é a vulnerabilidade ao desemprego ou salários baixos, logo, estes jovens, quando adultos, podem fomentar a questão desigualdade social.
Vale ressaltar, também, que a falta de uma matriz escolar dinâmica e de infraestrutura atuam como agente ativo no problema em questão. Isso acontece porque, segundo o filósofo contemporâneo, Mario Sergio Cortella, as condições oferecidas pelas escolas excluem os estudantes do processo de aprendizagem, pois, é cobrado um exacerbado número de conteúdos, que são ensinados de forma pouco eficaz e com escassez de infraestrutura para dinamizar o aprendizado. Consequentemente, analisando o ideário contratualista de John Locke, configura-se uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado falha em garantir que tais cidadãos gozem de direitos básicos, como o do direito à educação de qualidade, assegurado pela Constituição Federal no artigo 205.
Por essa razão, medidas são necessárias para combater o impasse em questão. Nesse contexto, cabe ao Governo Federal junto ao Ministério Da Tecnologia, Informação e Ciência realizar investimentos em estrutura para o ambiente escolar e também em plataformas digitais que criem planos personalizados de estudos a fim de trabalhar com maior eficiência na dificuldade de casa aluno. Ademais, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas o mundo. Logo, cabe ao Ministério Da Educação criar benefícios sociais aos estudantes de baixa renda, com o intuito de evitar que os mesmo abandonem os estudos por questões financeiras.