Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/07/2018

No Brasil, a expressão evasão escolar pode ser entendida como o afastamento do aluno, que apesar de está matriculado na instituição, deixa de frequentar a sala de aula por alguns motivos. Em nossos dias, pode-se dizer que essa prática gera consequências que afeta grande parte dos jovens brasileiros. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas desse abandono em nossa sociedade.

Em primeiro plano, vale destacar que o aspecto econômico é um fator de grande influência para essa situação, uma vez que os adolescentes de classe baixa optam por abandonar a escola para trabalhar, a fim de ajudar os pais e ter alguma autonomia financeira. De acordo com o Inep, 11% das pessoas que deixam de frequentar as instituições de ensino são os alunos do ensino médio, o que provoca sérias consequências para os mesmo, já que o mercado de trabalho com boa remuneração exige uma qualificação profissional. É lamentável ter a ideia de que a evasão escolar é vista como uma solução para a melhorar a condição financeira de muitas famílias, quando na verdade, provoca ainda mais a desigualdade social.

Ademais, segundo a Legislação brasileira o ensino fundamental é obrigatório para todos, no entanto, muitas crianças encontram-se fora das escolas, já que são de famílias pobres e seus pais não possuem condições de manter seus gastos escolares. Tendo a ausência do Governo com políticas de melhoria na infraestrutura das instituições de ensino e a escassez de transportes públicos que levem os alunos com segurança até as escolas um fator de extrema importância para essa situação. Infelizmente, essas privações estimulam resultados na vida desses garotos, posto que eles ficarão mais vulneráveis a ingressarem no mundo crime, pois em vez de estarem na aula ficam em lugares inadequados.

Desse modo, a evasão escolar no Brasil requer medidas mais efetivas para ser erradicada. Nesse sentido, a Receita Federal deve investir o capital arrecadado dos impostos na criação de políticas públicas que aumentem o número de transportes  escolares, por meio de fiscalização nas instituições a fim de controlar as faltas dos alunos, com punições para os pais que apoiam o afastamento dos filhos desses ambientes. Espera-se com isso, diminuir o número de crianças e adolescentes fora das escolas e evitar as consequências que essa atitude lhes oferecerá.