Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/07/2018

Há luz para a educação

O Iluminismo, movimento revolucionário do século XVIII, previa o futuro baseado em sucessos nos âmbitos culturais e sobretudo sociais. Entretanto, frente à evasão escolar encontrada atualmente no cenário brasileiro, torna-se incerta as premissas estabelecidas no século das luzes. Nesse sentido, faz-se necessária a intervenção dos agentes sociais na causa.

Ademais, os enigmas que acarretam no afastamento de jovens de instituições de ensinos possuem extremidades convergentes, haja vista que podem partir da ideologia de própria falta de interesse ou na maioria das vezes da ausência de infraestrutura necessária para cumprir a demanda colegial. Todavia, tal metástase, de forma paradoxa evidencia a fragilidade dos termos previstos na Constituição Brasileira de 1988, ao qual garante aos nativos a isonomia na educação.

Convém ainda ressaltar que a problemática tende a resultar, a longo prazo, na má profissionalização do indivíduo perante ao cenário vigente. Prova disso, é a crescente necessidade, em consonância ao avanço da globalização, de mão de obra qualificada, que prevê a estabilidade financeira e crescimento intelectual. Por conseguinte, tais fatos supracitados podem ser explicados pela teoria da “Modernidade Líquida’’ do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que expõe a falta de consciência necessária no homem moderno acerca das consequências de medidas inadequadas.

Outrossim, é indubitável que a desigualdade social é um dos fatores de maior importância para a deficiência na formação acadêmica, uma vez que dados do IBGE apontam que  maior parte dos brasileiros que não concluíram o ensino médio encontram-se em condições de pobreza. Mediante a isso, o jovem tende a recorrer a práticas de recursos que visam a remuneração e se afasta das alternativas socioeducativas. Ainda sobre dados do IBGE, mesmo que tenha havido programas de auxílio financeiros, facilitando a inserção dos jovens nos colégios, como no Governo Lula, ainda é questionável o quadro conflitante ocupado pelo Brasil, tornando-se preciso a manutenção na área.

Em síntese, a fim de atenuar a evasão, cabe às instituições de ensino uma reforma na gestão escolar vigente, por meio da procura individual de cada aluno para demonstrá-los a importância da participação pedagógica no crescimento como  indivíduo. Além disso, o Poder Legislativo deve criar medidas que flexibilizem a carga horária escolar em proporção as outras atividades ocupadas pelos indivíduos que não possam cumpri-las integralmente. Logo, tornaria-se ascendente a participação dos acadêmicos nos estabelecimentos de ensino e daria êxito à perspectiva iluminista.