Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/08/2018
Segundo a constituição brasileira de 1988, todas as crianças de 0 a 17 anos têm direito a educação. E de acordo com a Unibanco, o número de jovens que concluíram o ensino médio na idade certa subiu de 5% para 19%, entretanto ainda é pouco visto que 1,3 milhões de jovens abandonaram a escola. As razões para o desengajamento são múltiplas. “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. A frase de Pitágoras parece fazer uma alusão com o fato de que o Brasil tem um gasto de 18 mil a mais no combate à criminalidade, pois muitos jovens que saem da escola se envolvem com organizações criminosas, já outros se enquadram na “geração nem nem”, que são indivíduos no início da idade adulta que em sua maioria vivem com os pais, não possuem trabalho e nem estudam.
Não há dúvidas que o fator social afeta diretamente a evasão escolar, assim como é demostrado no filme “Escritores de Liberdade”, que é retratado em um bairro pobre onde os adolescentes são desinteressados em relação aos estudos, pois acreditam que não há uma ligação entre seus estudos e suas respectivas vidas, sendo esse o principal motivo de evasão escolar, muitos jovens não sabem o valor da educação e no quão importante ela é na formação de um indivíduo. Na trama, a professora acaba se integrando ao mundo de seus alunos e acaba por conquistar o respeito e autoconfiança dos estudantes, mas essa relação entre aluno e professor acaba por se perder.
Portanto, para reverter esse crescente quadro de evasão escolar é necessário que o Ministério da Educação invista na infraestrutura e manutenção das escolas quanto a qualidade de forma atrativa, através do uso de tecnologia e dos meios culturais, como a arte e a música. Também é necessário o apoio da família, que é fundamental para qualquer estudante. Além disso, é importante uma conscientização dos meios midiáticos a fim de influenciar os jovens que deixaram seus estudos a retornem as salas de aula. Dessa forma não será preciso punir os homens.