Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/08/2018
A fase do colegial é uma época de muito aprendizado e interação social, contribuindo para uma formação não estamental e psicológica. No Brasil, é possível afirmar que os jovens, principalmente de baixa renda, estão trocando essas experiências coletivas por objetivos momentâneos e supérfluo. A oportunidade de ter um renda e ajudar no orçamento familiar como também a falta de dinamismo das aulas, afugentam os alunos a procurarem algo que lhe tragam maior prazer.
No que se refere ao abandono escolar sem a sua devida conclusão para aumentar a renda do lar, aliado ao pensamento do sociólogo Pierre Bordieu onde afirma que o funcionamento da instituição de ensino como resultado da pauta de uma classe dominante, corrobora os entraves que uma sociedade tem ao não usufruir de uma educação continuada, colhendo, muitas vezes, falta de oportunidades de emprego, levando a escolher o mundo do crime para sua sobrevivência.
Somado à isso, podemos dizer que a falta de elaboração de uma grade curricular mais envolvente, atualizada, no âmbito tecnológico, faz com que as aulas se tornem maçantes não atraindo o interesse dos alunos. Como dizia Albert Einstein é loucura continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar que os resultados sejam diferentes. Essas atitudes levam ao desinteresse em aprender e ver o quanto isso vai lhe trazer um futuro com maiores possibilidades.
Dessa forma, a evasão escolar se torna um problema social de grandes impactos sociais. O Ministério da Educação (MEC) concomitante com o Governo Federal, poderiam elaborar uma forma de recompensar os alunos com estágios remunerados em empresas privadas, em contrapartida negociava-se subsídios aos empresários participantes, a direção junto com os professores e o MEC, deveriam criar, em caráter de reuniões regulares, grades curriculares mais dinâmica e atualizada, com interatividade, voltada para a realidade do mundo jovem. Aumentam assim, as chances de se alcançar uma cidadania pragmática, legítima e plural.